#Live – A importância de interagir “em directo”

Como mencionado no post anterior, os social media na internet apresentam-se hoje como um meio de interacção.

Uma interacção que é cada vez mais importante, dado o poder que as redes sociais e os social media dão aos indivíduos.

hdrlive.png

É assim necessário que as figuras públicas e instituições presentes nos social media saibam acompanhar o que está a acontecer, no momento exacto em que acontece, e saibam utilizar os social media e a possibilidade de interacção que estes oferecem para o aproveitar.

Vemos esta realidade no sector do marketing, com campanhas direccionadas para acontecimentos específicos, ou o aproveitamento de acontecimentos espontâneos por parte das marcas. (EXEMPLO: Como a Oreo aproveitou o blackout que aconteceu durante a Super Bowl de 2013)

No jornalismo, os social media permitem a interacção com as audiências, permitem que cada espectador seja um produtor de conteúdo ou que pelo menos partilhe e dê a sua opinião sobre o conteúdo de que toma conhecimento.

E no entretenimento, este é cada vez mais visto como uma “multi-platform experience“.

NA POLÍTICA:

É como se tudo o que fazemos nas redes sociais se passasse num palco de uma peça de teatro

É esta interacção e esta noção de estar constantemente conectado e “em directo” que não se verifica ainda tanto na política, pelo menos em Portugal.

Nos EUA, por exemplo, todos os senadores, congressistas, governadores e secretários do governo têm páginas de twitter, não só de modo a terem um canal para divulgar a sua opinião mas também para existir a possibilidade de interacção com as suas audiências / os seus eleitores.

Exemplo: Hillary Clinton utilizou a sua página de twitter para manifestar o seu apoio ao Presidente Obama no assunto da nomeação de um novo juiz do supremo tribunal norte americano após a morte do juiz Anthony Scalia:

clintonscotus.PNG

E ainda que estas páginas não representem o acompanhamento em directo de algum acontecimento, funcionam como um mecanismo de resposta rápida (mesmo que não instantânea) a tudo o que acontece.

Vemos isso com os perfis de campanha, ainda nos EUA, onde as páginas de twitter servem o propósito de “spin room” ou funcionando como forma de responder a ataques por parte de outros candidatos ou adversários.

Por exemplo (e quase que custa falar nesta pessoa, mas serve o propósito), recentemente o republicano Mitt Romney criticou abertamente Donald Trump por, entre outras coisas, não divulgar as suas declarações de impostos, o que levou o candidato a reagir:

MRdtrump(a crítica)dttwitter2(a resposta)

 

Existem ainda outros conceitos de social media “em directo” que podemos aplicar ao contexto político, como o “Live tweeting” que consiste em tweetar a nossa opinião sobre algo que está a acontecer, ao vivo.

E ainda que, em comparação com os EUA, o conceito de #LIVE nos social media não esteja suficientemente presente na política portuguesa, começam a existir já alguns casos onde esta se verifica, por exemplo, ainda hoje a página de twitter do Governo portuguêstweetou as intervenções do Primeiro Ministro António Costa no decorrer da apresentação do Plano Nacional de Reformas:

governolive.PNG

O essencial é entender que os social media e as redes sociais não servem só para partilhar e divulgar informação, devem servir para acompanhar a informação e desenvolvê-la através da interacção com outros utilizadores. E mesmo quando apenas se divulga informação (e também se poder aplicar isto à política quando um candidato dá a sua opinião sobre algo), quem o faz tem de ter um “plano digital” sobre como a reacção a essa informação vai ser acompanhada e desenvolvida nos meios digitais.

É como se tudo o que fazemos nas redes sociais se passasse num palco de uma peça de teatro, a audiência está a ver o que fazemos e o que dizemos, a “absorver” a informação, mas nunca devemos ignorar a sua presença e a opinião que estes podem ter do que está a ser dito ou feito.

Porque cada vez mais, os indivíduos e as suas opiniões podem afectar marcas ou mesmo instituições, um poder que adquirem através da sua participação nos social media. É por isso que é essencial que as instituições saibam também aproveitar esses social media, para terem mais poder e “lucrarem” com o poder das suas audiências.

Em conclusão, todos usamos os social media, todos participamos nas redes sociais, mas se não tivermos atenção e cuidado nessa participação, não estamos a aproveitar todo o potencial que estes nos oferecem, e a nossa utilização não está a ser correcta.

É como se comparar-mos um pedreiro e um engenheiro: somos todos pedreiros, visto que todos podemos utilizar os recursos que nos são disponibilizados pelos social media para construir algo, como uma opinião. Mas se não agirmos um pouco como engenheiros e não soubermos a maneira correcta de utilizar esses recursos para a nossa construção, não estamos a ser eficientes, e podemos mesmo estar a utilizá-los de maneira incorrecta.

Para ver mais sobre este assunto, ver o documentário “Project #Live”: https://www.youtube.com/watch?v=xGcPPIXER4I

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